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Hoplos - Revista de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais

Sobre

Hoplos é a revista discente do Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos da Defesa e da Segurança (PPGEST) vinculada ao Instituto de Estudos Estratégicos (INEST) da Universidade Federal Fluminense (UFF). Com periodicidade semestral, ela se constitui em um espaço plural de análise e discussão sobre temas que  permeiam os Estudos Estratégicos, as Relações Internacionais e a Ciência Política. Recebendo colaborações em sistema de fluxo contínuo, a revista publica artigos acadêmicos e resenhas de obras de edição recente e tem como principal objetivo a divulgação da produção de pós-graduandos/as e pesquisadores/as dessas áreas. Os textos recebidos são analisados em sistema de blind review e publicados mediante recomendação do Conselho Editorial.

Política de Livre Acesso (Open Access)

Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento.

Ressaltamos que a Revista Hoplos não efetua cobrança de taxas para processamento e submissão de artigos: Todo o processo de submissão, avaliação e editoração é GRATUITO.

Significado

Hoplos deriva de hoplon (do grego antigo ὅπλον), que eram os escudos utilizados pelos soldados que ficariam conhecidos como hoplitas. Os hoplitas eram cidadãos-soldados - normalmente não profissionais - da infantaria das antigas cidades-estado gregas e que adotavam em combate a formação conhecida como “falange”, mais efetiva na guerra quando se está em desvantagem (menor número). Assim, ao homenagear os hoplitas e o hoplon, destacamos a escolha por uma arma que representa a proteção, a defesa e a segurança frente a um combate difícil e não uma arma de opugnação. Desta forma, a Hoplos nasce para se constituir como um novo espaço em favor do pensamento crítico independente, visando a divulgação dos diversos e multifacetados debates que vêm sendo travados no campo dos Estudos Estratégicos e de suas principais áreas correlatas, a Ciência Política e as Relações Internacionais.

imagem: stockcake

 

Ler Mais

Notícias

  • 2026-09-08

    A Revista Hoplos agora opera em fluxo contínuo

    A Revista Hoplos informa que passou a operar no sistema de publicação em fluxo contínuo. Com essa mudança, os artigos aprovados serão publicados individualmente tão logo concluam todas as etapas do processo editorial, sem a necessidade de aguardar o fechamento de uma edição completa.

  • 2026-03-19

    Hoplos classificada como B1 pela CAPES

    A revista Hoplos foi reclassificada pela CAPES no estrato B1, resultado que reconhece os esforços contínuos de sua equipe editorial para o aprimoramento da qualidade acadêmica da publicação e a ampliação de sua inserção e projeção internacional.

Número Atual

Volume 1, N.º 18Edição Regular - Segundo Semestre 2026

Publicado em setembro 4, 2026

Articles

  1. Do Haiti ao Rio: O Emprego das Forças Armadas Brasileiras na Minustah e em Comunidades do Rio de Janeiro

    Este trabalho analisa a atuação das Forças Armadas brasileiras no comando militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), entre 2004 e 2017, e nas operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) “O Rio quer segurança e paz” e da Intervenção Federal no Rio de Janeiro (2017–2018), realizadas sob a égide da Constituição Federal de 1988. O objetivo é comparar os diferentes tipos de atuação militar nos contextos internacional e doméstico, destacando o legado da experiência no Haiti para as ações conduzidas nas comunidades cariocas. Como fonte primária, serão utilizados os informes do Observatório Sul-Americano de Defesa e Forças Armadas, com os quais será possível construir uma cronologia dos fatos, com ênfase nas motivações, no treinamento, nas regras de engajamento e nos processos de início e encerramento das operações. A análise será complementada por uma revisão bibliográfica voltada à segurança internacional, com destaque para autores que discutem a militarização da segurança pública. Os resultados evidenciam as estratégias e os recursos empregados pelas Forças Armadas em ambas as frentes, bem como os efeitos da militarização no plano nacional e internacional. Além disso, o estudo ressalta o reconhecimento internacional obtido pelo Brasil em virtude de sua atuação nas missões.

  2. A GUERRA A SERVIÇO DO CAPITAL: UMA ATUALIZAÇÃO NA PERSPECTIVA DOS CONFLITOS NEOLIBERAIS

    Frente à atual expansão de políticas predatórias do neoliberalismo, advindas da financeirização do sistema internacional, interpretamos a guerra como um fenômeno histórico-social a serviço do capital. A chamada “guerra às drogas” na América Latina é um exemplo dessa perspectiva, uma vez que a implementação de seu aparato burocrático-repressivo nas políticas dos Estados condiciona territórios e populações marginalizadas a um estado de guerra permanente. Neste artigo, desenvolvemos os conceitos trazidos por obras clássicas de autores contemporâneos como Achille Mbembe, Grégoire Chamayou e Éric Alliez e Maurizio Lazzarato para refletir sobre as novas modalidades de conflito a partir do neoliberalismo e apresentamos os casos do Peru e do Rio de Janeiro (Brasil). Argumentamos que o poder do capital transnacional gera a desestabilização econômica e social de comunidades marginalizadas, como observado no caso do Peru, e a normalização do estado de emergência a partir da constante repressão militar e policial em periferias urbanas, a exemplo das favelas do Rio de Janeiro.

  3. A influência da visão clausewitziana na Política Nacional de Defesa e na Estratégia Nacional de Defesa do Brasil

    O presente artigo visa analisar a influência da perspectiva clausewitziana dos Estudos Estratégicos na formulação da Política Nacional de Defesa (PND) e da Estratégia Nacional de Defesa (END) do Brasil, a partir das versões mais recentes, publicadas em 2024. O principal objetivo é compreender se os conceitos clássicos desenvolvidos por Carl von Clausewitz que influenciaram no surgimento dos Estudos Estratégias estão presentes no pensamento político e estratégico do Estado brasileiro. Entre eles destaca-se a primazia da política, a trindade paradoxal, a noção de fricção e a relação entre meios e fins. A pesquisa apresenta uma  abordagem qualitativa, de caráter exploratório, baseada em análise documental dos textos oficiais da PND e da END, articulada com revisão bibliográfica de autores centrais dos Estudos Estratégicos. Os resultados iniciais evidenciam que a visão clausewitziana ainda exerce influência na estrutura das políticas brasileiras de defesa, entretanto identificam-se alguns limites referentes principalmente ao surgimento das novas ameaças e a instrumentos de cooperação internacional, como a diplomacia, a segurança cibernética e o combate ao crime transnacional. Por fim, destaca-se a importância de se estabelecer um diálogo entre as visões clássicas e as demandas da atualidade.

  4. FORTUNATO, M A Dialética da Guerra no Século Nuclear: Clausewitz e os Desafios da Aniquilação: CLAUSEWITZ E OS DESAFIOS DA ANIQUILAÇÃO

    Este artigo explora a relevância da teoria de Carl von Clausewitz no contexto da guerra nuclear contemporânea, analisando como os conceitos de fricção, acaso e dualidade da guerra se aplicam ao cenário estratégico do século XXI. A pesquisa é guiada por uma pergunta central: em que medida as teorias de Clausewitz, originalmente desenvolvidas para conflitos convencionais, ainda são aplicáveis na análise da guerra nuclear moderna, com um foco especial nas potências nucleares? A metodologia empregada baseia-se em uma revisão qualitativa abrangente da literatura, abrangendo tanto as obras clássicas de Clausewitz quanto estudos contemporâneos sobre estratégia nuclear e dissuasão. Entre as principais fontes, destacam-se as interpretações tradicionais de Clausewitz, como "Da Guerra" (1984), e trabalhos modernos que tratam da evolução da estratégia nuclear, como os estudos de Lawrence Freedman sobre dissuasão (2004) e a análise de Paul Bracken sobre a nova era nuclear (2013). Essas obras fornecem a base teórica para comparar as teorias de Clausewitz com os desafios estratégicos atuais, como a lógica da destruição mútua assegurada. Os resultados indicam que, apesar das transformações trazidas pelas armas nucleares, os conceitos fundamentais de Clausewitz permanecem relevantes para entender as dinâmicas da guerra nuclear. O conceito de "guerra real" versus "guerra absoluta" continua pertinente na análise das estratégias de dissuasão nuclear, demonstrando como a ameaça de destruição total molda o conflito e a política. Além disso, o estudo revela que a fricção e o acaso, elementos centrais na teoria de Clausewitz, desempenham um papel crucial na era nuclear, onde a incerteza e a rapidez das decisões podem ter consequências severas. Conclui-se que a estrutura teórica de Clausewitz continua a ser útil para a análise da guerra nuclear, oferecendo um quadro conceitual robusto para enfrentar as complexidades do cenário estratégico global contemporâneo.