Este artigo explora o uso do "enquadramento Apartheid" (Apartheid Framework, AFW) por ativistas e organizações da sociedade civil palestina para classificar e teorizar "Israel" como um regime de Apartheid. A partir de relatórios de Organizações da Sociedade Civil (OSC) palestinas, como Al-Haq, discutimos como o AFW transcende a denúncia do Apartheid ao fornecer uma análise que conecta violências física, estrutural e epistêmica no contexto de uma necrobiopolítica sionista. Em diálogo com teorias sobre poder e violência bem como com a discussão sobre redes transnacionais de ativismo, examino como OSCs palestinas usam o AFW como ferramenta de resistência e de produção de conhecimento para o engajamento internacional com a causa palestina. A compreensão do AFW, concebido por organizações da sociedade civil palestina como ferramenta de produção de conhecimento e de convencimento pró-Palestina, é fundamental para entender as práticas que sustentam o Apartheid israelense e como movimentos pró-Palestina atuam para promover solidariedade